
Ruas de sossego
Mar de calma
Ar de serenidade
Bem-estar da minh’alma
A paz tão sonhada
A inocência re-adquirida
O coração aos pulos
É grito, é silêncio, é sussuro
É cheiro de mar
É cheiro de jasmim
É cheiro de coisa boa
Traz saudades sem ter fim
O que sempre me pergunto
É até quando vou viver
Com dor no estômago pela volta
Com vontade de aquele lugar pertencer
O que sempre me questiono
Como surgiu essa paixão
O amor pelas ruas tortuosas
O sentimento de eterna sofreguidão
O que fico a pensar é o porquê dessa revolta
Que nunca me acompanha nas idas
Mas sempre me perturba nas voltas
Eu poderia falar das dunas
Do multi-cor do fim de tarde
Do céu estrelado sem ter fim
Mas tudo é pouco diante da grandeza da cidade
Pode ser pequena em espaço físico
Alguns detestam a pasmaceira
Eu fico com a calma e o sossego
A correria só me traz canseira
Podia falar ou versar para sempre
Fazer odes, compor uma grande canção
Mas minha paz do fim de tarde por lá
Fala muito mais ao coração

