
Um ano, 365 dias, 12 meses. Se eu fizesse um apanhado do que aconteceu na minha vida em um ano, seria preciso mais de uma postagem para colocar aqui o que houve de realmente importante: as alegrias, decepções, conquistas, derrotas. Mas isso já foi feito ao longo de um ano de blog. Não há como negar que um blog é aquilo que o seu dono está passando. Há também a ficção, mas até isto é fruto de um período de mais ou menos liberdade e maturidade
Há exato um ano, numa fase de puro ócio, aguardando ser convocada por um concurso da vida, eu acordava ao meio-dia, dormia às três da manhã. Relógio biológico de cabeça pra baixo. Foi quando surgiu uma idéia de blog. Mais uma vez, diga-se de passagem. Já tive três blogs, os outros dois não duraram nem um mês direito. Foram assassinados pela falta de interesse e inspiração. A mim sempre me pareceu que o blog fosse uma espécie de diário teen. Uma febre contra a qual sempre lutei.
Nada como o ócio pra entender que o blog pode ser uma bela ferramenta pra dar vazão a produção literária, ótimo lugar pra encontrar gente de todo tipo, de todo lugar e com tanta inteligência e sensibilidade. Fiz poucos, mas bons parceiros ao longo do ano.
O lugar de leveza tem cumprido perfeitamente o seu papel. Trazer um pouco mais de leveza pra essa minha mente perturbada. Trazer um pouco mais de leveza pra quem o lê. As vezes ele parece um pouco irônico, sarcástico, ácido, mas a essência é leve, podem acreditar.
Há um ano eu tive uma idéia de texto, de onde surgiu o nome do blog. Pra quem não conhece aqui vai. O ponto de partida de tudo. Sejam leves, hoje e sempre. A vida vale mais a pena assim.
Ser leve
Leve
Ser leve
Tão difícil. Tão bom
Quando você consegue...
Ah! Que sensação boa é a de ser leve
E se não for pedir muito
Leve-me com você, me leve!
Partilharemos leveza
O sol, o mar, um som
Pode ser rock ou reggae
Talvez até um samba me alegre
E eu não queria que fosse breve
A tal sensação de ser leve
Sinto ela em toda situação
Cantando, dançando, ouvindo a canção
Mas a tal leveza dá e passa
Por mais que seja estado de graça
Sempre faz a gente querer o bis
Desejando sempre e sempre a sensação de ser feliz
Ser leve é caminhar
Ver o pôr-do-sol, se emocionar
Ser leve é não gritar, evitar brigas e te abraçar
Ser leve é duvidar, não querer certezas, não censurar
Ser leve é chorar sem pudor
Não ter vergonha da dor
Achar que apesar de tudo
Ainda vale a pena o tal de amor
Ser leve é tomar banho de mar
Ficar besta vendo o luar
Trocar textos e poesias
Compartinhar músicas e alegrias
Não falo da leveza que traz a cerveja
Se bem que ela não é de todo má
Falo da leveza que traz o abraço
Terno e macio, que leva embora o cansaço
Ser leve é encontrar a solução
Rir do problema
E ver que não há dilema
Que não se resolva com uma boa intenção
Ser leve é desejar ver todo dia
Aquele teu riso cheio de alegria
Ser leve é desejar sentir o cheiro do mar
Vendo tudinho de cima da duna
Ver ele se desmanchar todinho em espuma
Pedindo pro entardecer nunca acabar
Ser leve é quase uma filosofia
É meu desejo e ambição
Como não tenho nenhuma na vida
Elejo a leveza minha religião

