quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Das coisas que eu sei.

Deixa de drama
Eu sei a verdade
Vem do meu lado
Larga a vaidade

Olha no olho
Que eu sei teu desejo
Mão na minha mão
Eu quero teu cheiro

Não disfarça
Vem que eu perdoo
Cola em mim
Eu não te magoo

Sem cara de sonso
Vem que eu te quero
Sem cara de tonto
Vem que eu espero

Mas não demora
Que eu tenho pressa
Chega na hora
Vem cá, vamo nessa!


domingo, 25 de março de 2012

Nos braços de Morfeu...

Morfeu me chama para deitar na cama
O colchão se inflama
E a gente se ama...

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-Lore, vem dormir Lore.

-Ahn, que?

- Sou eu Lore,  Morfeu

-Que?

- Ah Lore, sem essa, me conheces bem. Sou o Deus de um dos maiores prazeres que existe...

- Do sexo? Nem vem não,  tô exausta...

- Não engraçadinha, sou Morfeu, o deus dos sonhos. Vem cá me dá um abraço, vem pra cama, onde toda noite a gente se ama.

- Ih, primeiro foi o eu-lírico, agora o Morfeu, que diacho que me deu?

-Sono, somente, não sente? Vem comigo descansar o corpo e a mente

- Ih Morfeu, sai fora, há tanto a fazer, tenho de estudar, trabalhar, não tenho tempo a perder.

- Deixa de ser cabeça dura. Dormir não é frescura, é regozijo e recomposição, pro corpo ficar inteirinho e a alma cheia de disposição.

- Pô Morfeu, tu rima direitinho, faz um dueto comigo.

- Já to fazendo Lore...

-Ah é verdade. Morfeu, vem cá, que você acha das coisas que eu fico pensando antes de dormir?

- Acho bem legais Lore, algumas bem criativas até, você devia escrever mais sobre elas. Mas há um porém...

- Qual ué?

- Você pensa demais e dorme de menos.

- Ah Morfeu, não fode. Andei dormindo dez horas por dia. Quer que eu hiberne é?

- Só passou a dormir dez horas , porque antes dormia quatro. O corpo explodiu, dai já viu. O nome é equilíbrio Lore, equilíbrio.  Lembra do eu-lírico?  Um cara esperto que dizia que você devia concursar menos e se cuidar mais, se tivesse ouvido ele...

-...

- Ficou sem palavras né. Tá pensando o que?

-Em dormir, você me convenceu. E lá vou eu cair nos braços de Morfeu.

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Porque não se pode ser forte o tempo inteiro...

domingo, 13 de novembro de 2011

Tu e eu


Teu olho brilha
E minha boca sorri
Teu olho entristece
Minhas lágrimas rolam por ti

Teu corpo vibra
E o meu  se inflama
Basta tua voz
Pra acender a nossa chama

Tuas mãos gesticulam
Meu peito estremece
É voce quem me lembra
Quando minha cabeça esquece

Teu cheiro exala
Minha perna tremula
Tua boca me afaga
E eu “fico na tua”

domingo, 2 de outubro de 2011

Um bom rap é uma forma de oração

Um bom rap é uma forma de oração
Pois dá força pros maluco
Dá firmeza e dá união

Um bom rap tem sabor de domingão
De tio e de tia, de pai, de avô, de irmão
Um bom rap tem cara de família
Um bom rap não deixa você sair da trilha

Um bom rap é pra estar com o namorado
Os dois colado, juntinho, deitado e enrolado
Um bom rap é pra você ficar esperto
Não esquecer das conta, nem do leite dos pivete


Um bom rap é pra dormir e acordar
Olha lá o despertador, levanta e vai trabalhar
Um bom rap é quase um calmante
Mas depende da dose, pode ser  também um acelerante

Um bom rap é música das boa
Pra ouvir com o parceiro e também pra ouvir com a patroa
Um bom rap não é só rima não
Tem que bater fundo , tem que tocar no coração

Faço rap porque sou poeta
E poeta que é poeta deixa as palavras sair
Liberta

Faço rap sem  nenhuma pretensão
E de rap em rap vou orando pela multidão.

Aprendiz de Leminski-parte 3

Numa manhã de domingo
Foi que eu descobri
Posso viver sem muitas coisas
Já  não posso viver sem ti.


Numa tarde de outubro foi que eu vi
Que passo os dias acordada
Esperando a noite
Pra contigo dormir.

domingo, 7 de agosto de 2011

De volta.

Eu volto
Depois de pausas, suspiros e silêncios.
Volto de cara limpa, peito aberto, cabeça erguida e a certeza de que valeu a pena

Peço perdão ao lápis, à caneta, ao papel, ao blog. Peço perdão pelo sumiço
É que estava vivendo, estava com sede de vida,  estava sem tempo para teorias, eu estava praticando.

E a prática foi das boas. Por inteiro, com intensidade e vigor. A prática foi verdadeira e pura, foi maciça.

Eu volto, já fiz tantas viagens, já dei tantas voltas. E eu sempre volto pra poesia, pro conto, é aqui onde eu me encontro.

É aqui onde eu choro as mágoas e comemoro as alegrias. É aqui onde eu grito e é aqui onde estão meus silêncios mais expressivos e necessários.

Sim, é possível me ler neste espaço. É possível me decifrar, me desvendar. Meus personagens e rimas são pedaços de mim.

E eu estou de volta de novo. Pra falar de amor e dor, pra rir e chorar, pra me emocionar.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Aprendiz de Leminski- parte 2

Já escrevi música e poesia
Já fiz anúncio pra tv
Já fiz lira e uma tal monografia
Hoje só rimo pra você.

domingo, 29 de maio de 2011

Talvez um dia eu volte

Já não escrevo mais, esses escritos que agora tento traçar são a prova viva disso. Perdi o mote, a empolgação, a vontade. Já não tenho mais ânimo pra escrever, nem vontade, nem tesão.

Estou apaixonada, laçada, amarrada e pela primeira vez na vida não encho o meu amado de rimas, poesias e lirismo. Não sinto  vontade de teorizar ou escrever meus sentimentos, sinto vontade apenas de vivê-los.  De olhar nos teus olhos que sorriem pra mim, de repousar nos teus braços e teu peito ouvir...

Meu time vai bem, ganhou o estadual, foi bem na Copa do Brasil, começa a ganhar no Brasileirão, mas não sinto vontade de escrever sobre isso. Apenas sinto vontade de ir ao estádio com a bandeira enrolada, de  cantar “ ó Ceará, meu amor sem fim”, sinto vontade daquela cerveja antes com os amigos...


Meu emprego vai bem, as preocupações são muitas e as metas desafiadoras, as dores de cabeça são grandes, mas as satisfações por superá-las são também engrandecedoras. E nem sinto vontade de escrever sobre isso. Vontade apenas de concluir aquele financiamento que tá me tirando do sério e depois tomar um chopp na esquina pra comemorar...


A rotina de estudos vai bem, retomando depois de tempos e tempos. O tão sonhado concurso parece que está bem aí. As matérias são imensas, o tempo é pouco, mas a vontade de passar é gigante. Empolgação grande, mas nem por isso sinto vontade de travar um encontro com o eu-lirico. Vontade apenas de adentrar a madrugada entre livros, manuais, cafés, energéticos e chocolates...


Talvez um dia eu volte...